Isso é amor?

Você já teve aquela sensação de não saber se o que dizem sentir por você é amor? Inclusive, de se perguntar, o que é amor?

Assistindo ao episódio de uma série. Em determinado momento, o personagem se pega chocado por descobrir que ele ama uma pessoa; após vários relacionamentos fracassados e fortes desilusões.

Todo mundo já teve uma desilusão amorosa (mais um dos processos naturais da vida) e os impactos disso são muito singulares. De toda forma a gente sempre consegue tirar uma lição dessas situações e se precaver para as próximas. Inclusive que fique claro! Quando digo precaver, é tomar certos cuidados não tomados antes, e não desistir do amor né?

Falando em não desistir, amor é construção.

Leva um tempo, dá um trabalho, exige um comprometimento, e o nosso primeiro amor é nossa “mãe”, ali é a primeira (e única) vez que isso acontece como mágica!

A primeira pessoa na vida que vai cuidar de você e por isso mãe entre aspas, muitas vezes não é exatamente a pessoa que pariu, ou uma mulher, mas essa relação com esse sujeito é o que vai permitir que se crie parâmetros de amor e carinho mais tarde na vida.

Mas e aí, o que faz fulano se apaixonar por ciclano?

Um pouco de achismo com uma grande dose de inconsciente. A gente se apaixona pelo outro baseado na imagem que criamos dele.

Um traço determinante chama a atenção em um primeiro momento. Li um caso de Freud onde um de seus pacientes se apaixona por uma mulher pelo brilho de luz na ponta do nariz dela, sim, você não leu errado! É tão singular que chega a ser incompreensível o famoso, “me apaixonei por ele mas não sei porque”.

Como você já deve ter percebido até aqui, tirando o amor de “mãe”, o resto é construção.

Não tem nada de mágico e nem de por acaso, inconsciente não tem NADA de por acaso. Então agora que já sabemos do primeiro amor, e como isso se desenrola depois, o que é amor?

O que é amor?

Segundo Lacan “é dar o que não se tem”. Mas não se trata de presentes, dinheiro, viagens… É literalmente o que não se tem! Não é possível de se comprar, é aquilo que falta, que vai além de você mesmo, é incompreensível, é amor.

Caso não esteja claro. Amor não é crise de ciúmes corriqueiras, controle das atividades do outro, abusos, maus tratos, joguinhos psicológicos, agressão verbal e ou física, entre outras coisas que a gente vê acontecendo por aí sendo justificado como amor.

Agora que você já está mais atualizado sobre as definições de amor, repense suas relações. Você não precisa estar em um lugar que não está legal pra você, onde você sempre se coloca em dúvida e justifica as atitudes do outro com um: MAS ele ou ela me ama; certos mas não valem a pena.

Sou Psicóloga e vou compartilhar com vocês um pouquinho desse mundo, desfazendo questões, criando novas perspectivas e trazendo novos questionamentos.